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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Disponível reportagem sobre Sete Fontes

Já está disponível, no menu Multimédia, uma das últimas reportagens do nosso Projecto. Um confronto de ideias sobre o caso das Sete Fontes. Presidente da Junta de S.Vítor, Firmino Marques, Miguel Bandeira, da Associação para a Defesa, Estudo e Divulgação do Património Cultural e Natural (ASPA), Ricardo Silva, da JovemCoop, e o vice-presidente da Câmara de Braga.

Enquanto Junta, ASPA e JovemCoop criticam as políticas da Câmara de Braga em relação às Sete Fontes, o vice-presidente, Nuno Alpoim, diz que o complexo das Sete Fontes só existe porque foi preservado pela Câmara Municipal".

Confira!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Grande reportagem sobre as Sete Fontes já disponível

Para além da visita às Sete Fontes, em vídeo, que pode aceder através do menu Multimédia, a partir de hoje já está disponível, no menu Exemplos, uma grande reportagem sobre aquele complexo arquitectónico.


Está dividida em quatro partes:


segunda-feira, 18 de maio de 2009

Ministro da Cultura garante: novo hospital não afecta Sete Fontes


A notícia é do JN de hoje:

O Ministério da Cultura considera "indispensável" a constituição de um Parque Urbano para a preservação e valorização do complexo arqueológico das Sete Fontes.

Segundo um documento divulgado pelo Ministério de Pinto Ribeiro, em resposta a um requerimento do deputado comunista Agostinho Lopes, o Parque Urbano deverá integrar "os terrenos em que se localizam os diversos elementos constituintes deste sistema de abastecimento de água a Braga (fontes, galerias, canalizações)".

Mas as "revelações" governamentais não se ficam por aqui. A obra do novo hospital desenvolve-se sobre uma colina sobranceira ao sistema principal das Sete Fontes afectando uma das minas, precisamente aquela que mais água leva ao sistema principal, a Mina dos Órfãos.

Ora, o IGESPAR garante que transmitiu ao Ministério da Saúde "a condicionante" de preservação material da mina para o hospital poder ser construído.

Ontem, centenas de pessoas voltaram a marchar, num passeio para lembrar a importância em preservar o conjunto monumental (ver reportagem na página da JovemCoop.


Ler notícia completa aqui

domingo, 17 de maio de 2009

Reportagem sobre as Sete Fontes já disponível

Já está disponível no menú Multimédia a reportagem sobre o complexo monumental das Sete Fontes. Numa visita guiada ao monumento com Ricardo Silva, presidente da JovemCoop, fica-se a conhecer algumas particularidades da minas, nomes e anos de construção, por exemplo. O que são as Sete Fontes e o que significam para a cidade de Braga são algumas perguntas respondidas por Ricardo Silva.

Actualmente são apenas seis minas de água porque uma delas foi completamente removida. São as "Minas gémeas do Dr. Alvim", a "Mina dos órfãos", a "Mina do Dr. Sampaio",- a "Mina do Dr. Nozes" e a "Mina do Dr. Amorim". Os nomes são todos associados a proprietários de quintas.

A reportagem completa também pode ser lida aqui.


sexta-feira, 15 de maio de 2009

Mesquita promete discutir Sete Fontes

A notícia vem na edição de hoje do "Diário do Minho". O presidente da Câmara de Braga prometeu ontem que será aberto um período de discussão pública sobe o futuro das Sete Fontes, "quando houver uma proposta". Foi assim que Mesquita Machado respondeu à acusação de Ricardo Rio que disse que a maioria socialista se iria fechar a qualquer contributo da sociedade sobre um futuro projecto de valorização daquele património classificado.

"A Câmara considera o projecto suficiente, que não haverá capacidade para fazer mais do que está já descrito e que, por isso, não haverá conversa com ninguém", disse o líder da opisição. Em resposta, Mesquita Machado sustenta que "o que existe é um estudo rudimentar e não uma proposta". Por isso, acrescentou, "a discussão só é séria com base numa proposta e não sobre um estudo".

As Sete Fontes constitui um sistema de captação e condução de água do século XVIII.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

ASPA contesta estudo prévio para as Sete Fontes


O estudo prévio para a zona das Sete Fontes recentemente dado a conhecer pela Câmara de Braga , continua a ser contestado. A ASPA, Associação para a Defesa, Estudo e Divulgação do Património Cultural e Natural, em comunicado a que tivemos acesso através da edição de ontem do jornal Diário do Minho (link directo não disponível), acusa a edilidade bracarense de estar a violar a lei.

Em causa, segundo aquela associação de Braga, está o facto de o estudo da Câmara não acautelar a servidão pública que protege a captação e a condução das águas. Para além disso, a ASPA sublinha não ter havido debate público para a feitura do estudo de ordenamento, facto que “a lei reconhece e o valor do património em causa obriga”.

Recorde-se que, há dias, também a JovemCoop tinha contestado o referido estudo prévio, sustentando não se perceber porque é que a Câmara de Braga insistia num projecto “que claramente descaracteriza o monumento edificado”.

Trata-se de um assunto que está na ordem do dia em Braga e do qual daremos a devida relevância numa reportagem que, um destes dias, publicaremos no menu Exemplos.

sábado, 9 de maio de 2009

Sete Fontes: a última etapa dos trabalhos de campo

O encontro com o presidende da JovemCoop, Ricardo Silva, estava marcado para às 15:30h, em frente do Quartel de Cavalaria, em Braga. Seria a última etapa dos trabalhos de campo dos "Braga Romanos". O destino: as Sete Fontes - o local do caso do momento em Braga e um dos focos do nosso projecto. A dicotomia preservação/construção passa por aqui.

Ricardo Silva acompanhou-nos numa visita guiada ao Complexo monumental das Sete Fontes. Falou-nos da posição da JovemCoop em relação a esta dicotomia e também falou-nos de todas as grutas e minas de água aí existentes. Diz que a JovemCoop gostava de ser "uma espécie de consultora" para a sensibilização sobre o património. Por isso, diz que gostava que fossem ouvidos pela Câmara de Braga. Algumas deixas de vários assuntos abordados, numa tarde muito produtiva que veio culminar os dois meses de trabalho de campo.

No Vídeo: Ricardo Silva fala da mina dos órfãos:




Sete Fontes e política urbanística da Câmara de Braga sob fogo cerrado

As Sete Fontes e a política de urbanismo desenvolvida pela Câmara de Braga desde o 25 de Abril, foram os temas que pontuaram o debate promovido na noite de ontem pela CDU e que teve lugar na Junta de Freguesia da Sé. Contou com a presença de Miguel Bandeira, Sande Lemos (ambos já entrevistados no âmbito do nosso Projecto), do actor António Durães e de Luís Tarroso, fundador da Velha-a-Branca.

Sobre as Sete Fontes, Miguel Bandeira disse ser-lhe difícil encontrar adjectivos que não sejam indecorosos para resumir o que se passou no fim-de-semana passado, durante a Feira das Freguesias, em que a Câmara de Braga apresentou um estudo prévio para aquele conjunto arquitectónico.

Disse aquele docente universitário, membro da ASPA, que lhe parece estar-se perante uma atitude que vira as costas à participação da população o que, na sua opinião, é tanto mais grave quanto a Câmara de Braga “sabe, pelo menos desde a realização do primeiro PDM, em 1991, do que existe nas Sete Fontes”, pelo que devia mudar de atitude: “A participação relegada para factos consumados é recorrente, o que faz com que o cidadão não possa participar”.

Disse também que Braga é um dos municípios que não têm um Plano de Urbanização, “embora ele estivesse previsto no primeiro PDM”, só que, entretanto, o presidente da Câmara “deverá ter achado que não era importante e deixou de estar previsto”. Uma situação apelidada de errada por Miguel Bandeira, e que evidencia “a inexistência de um documento de compromisso político” para a cidade, o que permite várias atrocidades.

Sande Lemos, antigo presidente da UAUM e ex-director-regional do Instituto Português do Património Cultural (o corresponde ao actual IGESPAR), abordou a decadência das cidades, nomeadamente das do Império Romano, que começaram através da apropriação do espaço público, para fazer a analogia com Braga que “está em decadência há 30 anos, pois este período foi de oportunidades perdidas, de má gestão e de investimentos no cimento”.

Quanto às obra em curso na Av. da Liberdade – enterramento do túnel até ao edifício dos antigos “Correios” -, e do novo Hospital, na zona das Sete Fontes -, disse tratarem-se de investimentos “compreensíveis em países como o Brasil ou Angola, mas não em Portugal”. A justificação: “Qual o retorno de ambos os investimentos? Tenho muitas dúvidas de que possa existir!”.

Nesse sentido, disse que a apropriação do espaço público que está a acontecer em Braga, hoje, “é o mesmo que aconteceu nos séculos III e IV, só faltando encontrar moedas de Constantino!”.

Sublinhou ser imperativo o investimento na recuperação da memória da cidade – “seria impensável nos EUA avançar-se para uma obra como a da Av. da Liberdade sem que houvesse primeiro um referendo ou um debate alargado com a população”.

Sobre a crítica que o vice-presidente da Câmara de Braga fez àqueles que têm pugnado pela defesa das Sete Fontes, como a ASPA, a JovemCoop e a Junta de Freguesia de S. Victor, dizendo ser normal num ano eleitoral, Sande Lemos observou que se trata de uma forma de condicionar o próprio debate e a questão se deve colocar ao contrário: “É nestas alturas que tem que se discutir tudo!”. Uma ideia já deixada ontem na entrevista que nos concedeu e que, um destes dias, partilharemos publicamente.

Em relação ao local onde decorreu o debate, a sede da Junta de Freguesia da Sé, Sande Lemos disse estar por cima de uma antiga residência romana, “numa área que está para ser musealizada publicamente há cerca de dez anos e não se percebe a causa para que ainda não tenha sido concretizado esse plano”. Mais: ali perto, na Ínsula das Carvalheiras (ver Exemplos), aconteceu o mesmo com a inviabilização do projecto previsto para o local, promovendo a sua musealização.


Já sabemos onde temos que ir na segunda-feira: à sede da Junta de Freguesia da Sé, para captar imagens dos vestígios arqueológicos e contar a história de mais este sítio romano que, por alguma razão, tem sido impedido de ser partilhado com o público.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Entrevista com o Prof. Sande Lemos

Ontem, ao fim da tarde, entrevistámos o arqueólogo Sande Lemos, antigo presidente da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho e ex-director regional do Instituto Português do Património Cultural (o equivalente ao que representa hoje o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico).

Foi uma entrevista muito interessante, com um palco especial: o átrio exterior do Museu de Arqeuologia D. Diogo de Sousa, localizado em plena Cividade, outro local que respira história, nomeadamente da época dos romanos.

Sande Lemos colocou em perspectiva, do ponto de vista de um arqueólogo, toda a problemática do nosso projecto, o que ajudará a enquadrar toda a problemática, e não fugiu às polémicas como no caso que domina a actualidade em Braga: as Sete Fontes.

Um destes dias voltaremos ao assunto.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

JovemCoop contesta estudo prévio do Plano de Pormenor das Sete Fontes

Os responsáveis da JovemCoop tecem críticas violentas ao estudo prévio do Plano de Pormenor das Sete Fontes, da responsabilidade da Câmara de Braga que esteve exposto recentemente no centro de Braga, durante a Feira das Freguesias e de que o jornal Diário do Minho deu conta na sua edição do passado domingo (3 de Maio) e que reproduzimos ontem aqui e de onde retiramos a imagem.

Numa missiva enviada à directora da Direcção-Regional de Cultura do Norte e ao vice-presidente da Câmara de Braga, a que tivemos acesso e que pode ser consultada aqui, o presidente da JovemCoop, Ricardo Silva, sustenta que a zona que envolve o futuro Hospital é protegida, pelo que “não se percebe porque é que a Câmara de Braga insiste num projecto que claramente descaracteriza o monumento edificado [complexo arquitectónico das Sete Fontes]”.

Aquele dirigente associativo apelida o estudo prévio do Plano de Pormenor para as Sete Fontes de “preocupante” e que é “motivo de reprovação”, uma vez que “nenhum executivo de boa-fé e com bom senso diz querer proteger um Sítio Eco-Monumental encastrando-o em zona de construção. Toda aquela área tem sofrido um avanço construtivo muito célere, fruto do progresso urbanístico e de um deficiente órgão regulador de planeamento”.

Como alternativa, é sugerido para o local a criação de um espaço verde de descanso, “onde possam usufruir de paz e do sistema ecológico que lá reside”, preconizando a inclusão de um Museu da Água, onde os bracarenses “poderiam aprender mais sobre o ciclo da água e poderiam orgulhar-se do seu passado se se protegesse condignamente o edificado do séc. XVIII e se promovessem campanhas arqueológicas para descobrir os vestígios romanos que, por certo, lá jazem, incentivando o turismo em Braga”.

Acusam o vice-presidente da Câmara de Braga, Nuno Alpoim, de se ter recusado a recebê-los, não obstante solicitação nesse sentido e criticam violentamente o actual estado de coisas: “Cortar um espaço verde com vias betuminosas e alargar a área de construção não é pensar na qualidade de vida, mas na qualidade de um rentável espaço construtivo imobiliário”.

Recorde-se que, em entrevista que nos concedeu, recentemente, Nuno Alpoim, sublinhou que o complexo das Sete Fontes só existe hoje, porque foi preservado pela Câmara de Braga e que “nada do que lá está poderá vir a ser tocado”. Sobre o “Parque Urbano das Sete Fontes”, previsto para o local, disse que “visa não só preservar, mas dignificar e colocar à fruição popular todo aquele espaço. E é isso que vai ser feito e será feito!”.

Sobre as críticas que têm sido feitas ao executivo e que despoletaram uma marcha, em Março, em defesa das Sete Fontes, o vice-presidente da Câmara de Braga diz não estar de acordo com elas, observando que “o património é demasiadamente importante para servir de arma de arremesso político”, sugerindo que todas as polémicas que têm vindo a público em relação ao espaço decorem do facto de este ser um ano de Eleições Autárquicas.

Confrontado sobre a não existência de diálogo entre a Câmara e instituições que têm estado na linha da frente da contestação, como é o caso da JovemCoop, Nuno Alpoim é taxativo: “O diálogo é institucional. Nós estamos numa democracia estabilizada, não estamos numa democracia popular onde os poderes públicos dialogam individualmente com cada cidadão, dialogamos com as instituições e, sobretudo, com aquelas que procuram também esse diálogo. O diálogo faz-se a dois, pelo menos, não pode haver apenas um interlocutor. Nunca por parte da Câmara há encerramento de um diálogo quando o diálogo é sério, honesto, leal e pretende, efectivamente, a salvaguarda do património”.

O Público de hoje também aborda o assunto. O texto de Samuel Silva tem por título "Projecto para as Sete Fontes contestado em Braga".

Um destes dias vamos para o terreno, desenvolver reportagem no espaço das Sete Fontes. É o assunto do momento, em Braga, e que vai de encontro ao âmbito do nosso projecto: “Entre a construção e a preservação do património”.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Braga "protege" com betão complexo das Sete Fontes

A proposta da Câmara de Braga para o plano de salvaguarda do complexo monumental das Sete Fontes reserva uma vasta área da zona de protecção à construção civil. O desenho do projecto prévio do Plano de Pormenor que a autarquia apresentou recentemente ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico propõe também a criação de uma nova acessibilidade, cujo traçado atravessa o "miolo" da área residencial, que ameaça violar a lei que regula a defesa do património classificado ou em vias de classificação. Este estudo é revelado de forma discreta aos bracarenses, entre os vários projectos que enchem o pavilhão que o município tem na "Feira das Freguesias".

A história veio publicada na edição do passado dia 3 de Maio do Diário do Minho.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Uma sessão a apresentar projectos...amanhã há mais

A sessão desta manhã foi marcada pela apresentação do ponto da situação dos projectos. Todos tiveram oportunidade de ver o que os outros andam a fazer e o que ainda têm programado. Amanhã há mais...às 10h00.
(Fotografia da autoria da colega Rita Araújo.)

Sobre o nosso projecto, em concreto, relembra-se que temos uma entrevista a aguardar marcação com a presidente da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, Manuela Martins, e uma reportagem a realizar nas Sete Fontes com responsáveis da JovemCoop, numa visita guiada ao monumento. O trabalho de campo está quase pronto.

Noss próximos dias já vamos trabalhar na mantagem e edição das reportagens. That`s good!

"Complexo das Sete Fontes acautelado"

O complexo das Sete Fontes está acautelado. A garantia foi dada ontem, em Braga, pelo secretário de Estado da Saúde, Francisco Ramos, à margem da cerimónia do Dia do Hospital de S. Marcos.

Segundo o relato do JN, "Francisco Ramos não quis entrar em muitos pormenores sobre a preservação ou não do complexo das Sete Fontes, que está implantado na área de influência do novo hospital. O governante apenas disse que 'o monumento está acautelado, tal como está previsto no memorando, e é o que está a acontecer, nesta altura'".
A notícia também vem no "Correio do Minho":

Pode ser lida aqui.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Investigador da UM quer desviar variante do novo hospital das Sete Fontes

A notícia, cujo título é o mesmo deste post, está na ediçao em papel da passada terça-feira (21 de Abril) do Jornal Académico. Replica um trabalho do Diário do Minho publicado a 10 deste mês.

Vem reproduzida no Forum Bracarae-Auguste, e pode ser acedida através deste link.

Em resumo:

Cidadao sueco a viverm em Braga há cinco anos tornou-se um defensor do Complexo Monumental das Sete Fontes, apresentando agora uma porposta para a variante de Gualtar que preserve o monumento.


Eis o texto completo:

A atenção da sociedade civil bracarense continua centrada na defesa do complexo monumental das Sete Fontes.
A pressão que os cidadãos vêm colocando sobre o poder político é cada vez mais acentuada e um blogger de nacionalidade sueca com ligações à Universidade do Minho acaba de tomar uma iniciativa sem precedentes.
Avançou com uma proposta alternativa ao traçado defendido pela Câmara de Braga para a futura variante de Gualtar.
A solução, que é «integralmente subscrita» pela Junta de Freguesia de S. Victor, prevê uma solução rodoviária alargada e visa corrigir os erros que têm sido apontados ao traçado defendido pelo município.
O autor da solução alternativa à proposta pela Câmara de Braga tem nacionalidade sueca, é bolseiro-investigador da Universidade do Minho e foi um dos bloggers que participou na denúncia que o fórum “Bracarae Augustae” protagonizou sobre as implicações negativas para o complexo monumental oitocentista da eventual concretização do projecto imobiliário que a JSQimo tem em mente para as Sete Fontes.
Johan Veiga Benesch é conhecido da Junta de Freguesia de S. Lázaro, que se revê «inteiramente» na proposta de solução que o cidadão sueco acaba de dirigir ao Ministério da Cultura, à Direcção Regional de Cultura do Norte, ao Investigador sueco avança com proposta para as Sete Fontes Sociedade civil coloca pressão na defesa do património de Braga Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, ao Ministério do Ambiente, à Câmara Municipal de Braga, à Junta de Freguesia de S. Lázaro e à associação Jovem Cooperante Natureza/ Cultura.
Na proposta, a que o Diário do Minho teve acesso, Johan Veiga Benesch propõe que a variante que vai ligar o novo hospital de Braga à Variante do Cávado seja desviada das áreas sensíveis do complexo das Sete Fontes.
Embora aproveitando parte do traçado defendido pela autarquia bracarense, a solução alternativa desvia a variante das áreas em que poderão ser destruídas partes do complexo classificado como monumento nacional e colocar em risco o sítio da Idade do Bronze, descoberto no âmbito das obras do futuro hospital universitário.
A proposta do investigador sueco tem ainda em conta o traçado apontado no Plano Director Municipal de 2000 e o desenho projectado na revisão de 2008.
«A minha sugestão inclui ainda um troço para ligar o hospital à Variante do Fojo e à ligação da Estrada Nacional 103 com o Caminho Municipal 1290, em Gualtar », precisa o bolseiro-investigador da Universidade do Minho (UM), que vive em Braga há cerca de 5 anos.
O especialista em bio-materiais não esconde a sua admiração pelo complexo das Sete Fontes e revela que esteve presente na marcha que a autarquia de S. Victor promoveu, em defesa do monumento de interesse nacional.
Ressalvando que a sua iniciativa foi assumida «apenas enquanto cidadão e não como investigador da UM», Johan Benesch não deixa de sublinhar, na missiva enviada às instituições da Administração Central e Local, que «uma Avaliação de Impacte Ambiental pode não ter muito valor para a tomada de decisão, se não houver projectos alternativos que permitam um termo de comparação».
«A qualidade de uma avaliação depende claramente de como a pergunta é feita e das alternativas em estudo», continua a exposição, que pretende «contribuir positivamente para o debate sobre a defesa e preservação das Sete Fontes ».
O bolseiro-investigador refere também que a opção pelo traçado alternativo representa «uma possibilidade para a Câmara de Braga melhorar a qualidade de vida das populações da zona e dos bracarenses em geral».
E conclui que «[a zona] das Setes Fontes constitui um dos últimos espaços que pode ser aproveitado na área urbana para a criação de um parque de lazer».
Essa é também a visão da Junta de Freguesia de S. Victor, que se revê «integralmente » na proposta saída da sentimento cívico.
Firmino Marques revelou conhecer o traçado concreto e referiu que o desenho avançado pelo cidadão sueco residente em Braga «coincide com o que foi defendido pela Junta e pela população de S. Victor», aquando da discussão pública realizada na sede da autarquia a que preside.
«Temos pena é que a Câmara de Braga permaneça insensível às nossas propostas e às inquietações crescentes que saem da consciência cívica dos bracarenses», comenta o autarca da coligação “Juntos por Braga”.

Joaquim Martins Fernandes/Diário do Minho.


Pelas indicações que recolhemos junto de responsáveis da JovemCoop, este investigador é a mesma pessoa que traçou ao pormenor no Googlemaps.com o Complexo Monumental das Sete Fontes. Pode aceder-se através deste link.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Caderno de encargos quase cumprido...

Está perto o cumprimento do "caderno de encargos" do Projecto. Pelo menos no que toca à parte operacional. Depois, faltará editar as reportagens e entrevistas e escolher a melhor forma de utilizar jornalisticamente o multimédia.

Depois de uma ida à Feira do Livro de Braga, que está a decorrer no Parque de Exposições de Braga até ao próximo dia 3 de Maio e de um encontro com responsáveis pela JovemCoop (que lá estão representados com um stand), temos a reportagem nas Sete Fontes à vista!

O trabalho deverá decorrer no local, um dia destes, com os responsáveis pela associação juvenil que nos guiarão numa visita àquele espaço da freguesia de S. Victor.

Entretanto, no que à "Opinião" diz respeito, já recebemos o texto do responsável do "Bloco de Esquerda". Dentro de dias, o mesmo deverá acontecer com os textos dos responsáveis da coligação "Juntos por Braga" (PSD-CDS/PP-PPM) e do PCP. O PS, por ora, ainda não nos deu qualquer pista sobre a sua participação no nosso projecto. Vamos continuar a aguardar.

Aguardamos, também, pela entrevista com a presidente da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, Profª Manuela Martins.

domingo, 19 de abril de 2009

Sete fontes na AM

Na última Assembleia Municipal (AM) de Braga, que se realizou na passada sexta-feira, as Sete Fontes marcaram presença.

O "Correio do Minho" de hoje publica uma reportagem sobre o assunto. CDU e BE destacaram-se nas intervenções sobre o assunto.

O "Diário do Minho" relata, também, o assunto. Sublinha, no entanto, que um cidadão de S. Victor - localidade a que pertencem as "Sete Fontes" -, se terá indignado devido ao facto de, quando chegou a sua vez de intervir, já poucos deputados municipais restarem para o ouvir...

Como a edição online do Diário do Minho é paga, não há link para disponibilizar, a não ser o do endereço geral do jornal.

Câmara de Braga leva ao Igespar projecto global para as Sete Fontes

A notícia vem no "Diário do Minho" de ontem. Está reservada a assinantes. O lead reza assim:

A Câmara Municipal de Braga já tem concluído o estudo prévio do Plano de Pormenor para a área do complexo monumental das Sete Fontes.
O documento é apresentado quarta-feira ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), competindo à entidade com responsabilidades máximas na defesa e preservação do monumento nacional aceitar ou indicar eventuais alterações à proposta da autarquia bracarense.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Entrevista vice-presidente C.M. Braga

Depois de dois adiamentos, esta tarde concretizámos mais uma tarefa do Projecto. Entrevistámos o vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Nuno Alpoim. Um trabalho destinado a dar a conhecer o que faz quem decide perante a dicotomia construção/preservação do património.

Note-se que o vereador tem os pelouros do Património e do Centro Histórico. Falou da política desenvolvida na área, e da polémica do momento: o caso "Sete Fontes".

Um destes dias, daremos mais pormenores. O Projecto está a andar...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Público: Arqueólogo defende escavações prévias ao projecto do parque urbano das Sete Fontes

No "Público" de hoje, mais um texto de Samuel Silva sobre as Sete Fontes:
Sande Lemos admite que haja achados sob o futuro viaduto de acesso ao hospital. Igespar vai acompanhar, diz autarquia
O ex-presidente da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho (UAUM), Francisco Sande Lemos, entende que a Câmara de Braga deveria promover escavações prévias à execução do projecto para a área envolvente do complexo das Sete Fontes. O arqueólogo prevê que no local podem vir a ser encontrados achados arqueológicos e exige um estudo imediato do local.


É por isso que a entrevista que queremos fazer com o vice-presidente da Câmara de Braga, Nuno Alpoim, se torna importante. Já foi adiada duas vezes. Aguardamos contacto do gabinete do vereador.

terça-feira, 31 de março de 2009

Dia de (boas) entrevistas

Foi um contra-relógio matinal. Primeiro, uma entrevista com o presidente da Junta de Freguesia de S. Victor, Firmino Marques. No território das "Sete Fontes", a conversa versou a dicotomia construção/preservação.

O autarca não teve meias palavras para apontar o dedo à gestão da Câmara Municipal de Braga.

Para já, fica a foto. Para depois, temos o áudio e o vídeo.


Entrevista feita, destino: Universidade do Minho, Campus de Gualtar, ICS, gabinete 203, Prof. Miguel Bandeira. Outra entrevista muito produtiva, enquadradora de Bracara Augusta. Falou-se de planeamento e de cidadania. Também das "Sete Fontes".

Um ponto em comum com a entrevista anterior: as críticas à CM Braga.

Apesar disso, Miguel Bandeira diz-se "um optimista".

Amanhã há mais. Sim, mais uma entrevista. Era para ser hoje, mas o nosso interlocutor não pôde. O vice-presidente da CM Braga agendou o encontro para a tarde de amanhã.
Não podemos, por isso, ir ao Workshop da UM sobre jornalismo científico. Não se pode ter tudo...
Paciência...
O trabalho segue a todo o vapor...