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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Entrevista com o responsável do Gabinete de Arqueologia da CM Braga

Há já uns tempos que pretendíamos saber se existia algum projecto de musealização para a Ínsula das Carvalheiras. Também queríamos averiguar se, algum dia, a musealização da escola velha da Sé poderia ser visitável. Tínhamos, ainda, várias questões sobre a falta de sinalética dos espaços de Bracara Augusta. Mais: como teria sido possível a destruição do Castro Máximo devido à construção do Estádio Municipal de Braga?

Pois bem. Hoje obtivemos respostas. Entrevistamos, via telefone, Armandino Cunha, responsável pelo Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Braga que nos colocou a par da política da edilidade para cada uma das situações citadas.

Um destes dias teremos que actualizar a reportagem sobre a Ínsula das Carvalheiras (disponível em Exemplos) que, ao que apuramos, poderá ser musealizável, à semelhança do que aconteceu com as termas da Cividade, aguardando-se o desfecho de uma candidatura aos fundos comunitários que foi feita pela Câmara nesse sentido.
Todos estes espaços constam do itinerário arqueológico urbano da cidade de Braga a que pode aceder clicando aqui.

domingo, 26 de abril de 2009

A “Ínsula das Carvalheiras”

Mais um local “obrigatório” no que a Bracara Augusta diz respeito. Trata-se da Ínsula das Carvalheiras, também conhecida por ruínas das Carvalheiras ou Casa das Carvalheiras.
As ruínas das Carvalheiras estão classificadas como Imóvel de Interesse Público. Estão situadas bem no centro da cidade de Braga, nas imediações do quartel dos Bombeiros Voluntários e do edifício da Biblioteca Municipal Lúcio Craveiro da Silva, em terrenos que são propriedade do Município de Braga. Apesar de, no local, não se encontrar qualquer placa identificativa e de o espaço se encontrar quase que “a monte”, as ruínas encontram-se sob a responsabilidade do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa.

A identificação do local ocorreu em 1983 com a descoberta de muros pertencentes a uma habitação e duas ruas. Foi depois totalmente delimitada uma habitação romana que ocupava a totalidade de um quarteirão residencial.


A Casa das Carvalheiras foi erguida na época flávia (último quartel do séc. I). O primitivo conjunto residencial corresponde a uma casa de átrio e peristilo. Tudo indica que se tenha mantido ocupada até ao séc. V.

O mapa do espaço bem como uma fotoreportagem estão disponíveis no menu Multimédia.

A reportagem completa, pode ser acedida através do menú Bons e maus exemplos.