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domingo, 17 de maio de 2009

"Reviver Bracara Augusta: Braga Romana"

O passado também é revivido de outras formas. Nos últimos anos, tenta-se recriar, em Braga, a época romana, numa iniciativa levada a efeito pela Câmara Municipal, e que tem por nome “Braga Romana”. A edição de 2008 está registada em vídeo (créditos à MinhoActualTV). Pretende-se reviver os tempos, em que Braga era "Bracara Augusta".

Este ano, a iniciativa decorre entre os dias 28 e 31 de Maio, prevendo-se que transforme o centro histórico com a realização do mercado romano, a praça da alimentação e as tradicionais tabernas.

Para além disso, há outros atractivos, como o cortejo nocturno, o teatro clássico e a presença constante de animadores de rua com números de circo romano, danças orientais, figuras mitológicas e gladiadores.


Mais informações no sítio da Câmara de Braga.


Foto retirada daqui.

Lá estaremos em reportagem para, depois, contar aqui como foi!

sábado, 16 de maio de 2009

Reportagem sobre vestígios arqueológicos encontrados na Av. Liberdade já disponível

Já está disponível a reportagem sobre os vestígios arqueológicos encontrados nas obras de prolongamento do túnel da Av. da Liberdade. Pode lê-la aqui ou através do menú Exemplos e visualizar uma fotoreportagem, um inquérito de rua, um vídeo e o mapa onde decorre a intervenção através do menú Multimédia ou clicando aqui.


quarta-feira, 13 de maio de 2009

ASPA contesta estudo prévio para as Sete Fontes


O estudo prévio para a zona das Sete Fontes recentemente dado a conhecer pela Câmara de Braga , continua a ser contestado. A ASPA, Associação para a Defesa, Estudo e Divulgação do Património Cultural e Natural, em comunicado a que tivemos acesso através da edição de ontem do jornal Diário do Minho (link directo não disponível), acusa a edilidade bracarense de estar a violar a lei.

Em causa, segundo aquela associação de Braga, está o facto de o estudo da Câmara não acautelar a servidão pública que protege a captação e a condução das águas. Para além disso, a ASPA sublinha não ter havido debate público para a feitura do estudo de ordenamento, facto que “a lei reconhece e o valor do património em causa obriga”.

Recorde-se que, há dias, também a JovemCoop tinha contestado o referido estudo prévio, sustentando não se perceber porque é que a Câmara de Braga insistia num projecto “que claramente descaracteriza o monumento edificado”.

Trata-se de um assunto que está na ordem do dia em Braga e do qual daremos a devida relevância numa reportagem que, um destes dias, publicaremos no menu Exemplos.

sábado, 9 de maio de 2009

Sete Fontes e política urbanística da Câmara de Braga sob fogo cerrado

As Sete Fontes e a política de urbanismo desenvolvida pela Câmara de Braga desde o 25 de Abril, foram os temas que pontuaram o debate promovido na noite de ontem pela CDU e que teve lugar na Junta de Freguesia da Sé. Contou com a presença de Miguel Bandeira, Sande Lemos (ambos já entrevistados no âmbito do nosso Projecto), do actor António Durães e de Luís Tarroso, fundador da Velha-a-Branca.

Sobre as Sete Fontes, Miguel Bandeira disse ser-lhe difícil encontrar adjectivos que não sejam indecorosos para resumir o que se passou no fim-de-semana passado, durante a Feira das Freguesias, em que a Câmara de Braga apresentou um estudo prévio para aquele conjunto arquitectónico.

Disse aquele docente universitário, membro da ASPA, que lhe parece estar-se perante uma atitude que vira as costas à participação da população o que, na sua opinião, é tanto mais grave quanto a Câmara de Braga “sabe, pelo menos desde a realização do primeiro PDM, em 1991, do que existe nas Sete Fontes”, pelo que devia mudar de atitude: “A participação relegada para factos consumados é recorrente, o que faz com que o cidadão não possa participar”.

Disse também que Braga é um dos municípios que não têm um Plano de Urbanização, “embora ele estivesse previsto no primeiro PDM”, só que, entretanto, o presidente da Câmara “deverá ter achado que não era importante e deixou de estar previsto”. Uma situação apelidada de errada por Miguel Bandeira, e que evidencia “a inexistência de um documento de compromisso político” para a cidade, o que permite várias atrocidades.

Sande Lemos, antigo presidente da UAUM e ex-director-regional do Instituto Português do Património Cultural (o corresponde ao actual IGESPAR), abordou a decadência das cidades, nomeadamente das do Império Romano, que começaram através da apropriação do espaço público, para fazer a analogia com Braga que “está em decadência há 30 anos, pois este período foi de oportunidades perdidas, de má gestão e de investimentos no cimento”.

Quanto às obra em curso na Av. da Liberdade – enterramento do túnel até ao edifício dos antigos “Correios” -, e do novo Hospital, na zona das Sete Fontes -, disse tratarem-se de investimentos “compreensíveis em países como o Brasil ou Angola, mas não em Portugal”. A justificação: “Qual o retorno de ambos os investimentos? Tenho muitas dúvidas de que possa existir!”.

Nesse sentido, disse que a apropriação do espaço público que está a acontecer em Braga, hoje, “é o mesmo que aconteceu nos séculos III e IV, só faltando encontrar moedas de Constantino!”.

Sublinhou ser imperativo o investimento na recuperação da memória da cidade – “seria impensável nos EUA avançar-se para uma obra como a da Av. da Liberdade sem que houvesse primeiro um referendo ou um debate alargado com a população”.

Sobre a crítica que o vice-presidente da Câmara de Braga fez àqueles que têm pugnado pela defesa das Sete Fontes, como a ASPA, a JovemCoop e a Junta de Freguesia de S. Victor, dizendo ser normal num ano eleitoral, Sande Lemos observou que se trata de uma forma de condicionar o próprio debate e a questão se deve colocar ao contrário: “É nestas alturas que tem que se discutir tudo!”. Uma ideia já deixada ontem na entrevista que nos concedeu e que, um destes dias, partilharemos publicamente.

Em relação ao local onde decorreu o debate, a sede da Junta de Freguesia da Sé, Sande Lemos disse estar por cima de uma antiga residência romana, “numa área que está para ser musealizada publicamente há cerca de dez anos e não se percebe a causa para que ainda não tenha sido concretizado esse plano”. Mais: ali perto, na Ínsula das Carvalheiras (ver Exemplos), aconteceu o mesmo com a inviabilização do projecto previsto para o local, promovendo a sua musealização.


Já sabemos onde temos que ir na segunda-feira: à sede da Junta de Freguesia da Sé, para captar imagens dos vestígios arqueológicos e contar a história de mais este sítio romano que, por alguma razão, tem sido impedido de ser partilhado com o público.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

JovemCoop contesta estudo prévio do Plano de Pormenor das Sete Fontes

Os responsáveis da JovemCoop tecem críticas violentas ao estudo prévio do Plano de Pormenor das Sete Fontes, da responsabilidade da Câmara de Braga que esteve exposto recentemente no centro de Braga, durante a Feira das Freguesias e de que o jornal Diário do Minho deu conta na sua edição do passado domingo (3 de Maio) e que reproduzimos ontem aqui e de onde retiramos a imagem.

Numa missiva enviada à directora da Direcção-Regional de Cultura do Norte e ao vice-presidente da Câmara de Braga, a que tivemos acesso e que pode ser consultada aqui, o presidente da JovemCoop, Ricardo Silva, sustenta que a zona que envolve o futuro Hospital é protegida, pelo que “não se percebe porque é que a Câmara de Braga insiste num projecto que claramente descaracteriza o monumento edificado [complexo arquitectónico das Sete Fontes]”.

Aquele dirigente associativo apelida o estudo prévio do Plano de Pormenor para as Sete Fontes de “preocupante” e que é “motivo de reprovação”, uma vez que “nenhum executivo de boa-fé e com bom senso diz querer proteger um Sítio Eco-Monumental encastrando-o em zona de construção. Toda aquela área tem sofrido um avanço construtivo muito célere, fruto do progresso urbanístico e de um deficiente órgão regulador de planeamento”.

Como alternativa, é sugerido para o local a criação de um espaço verde de descanso, “onde possam usufruir de paz e do sistema ecológico que lá reside”, preconizando a inclusão de um Museu da Água, onde os bracarenses “poderiam aprender mais sobre o ciclo da água e poderiam orgulhar-se do seu passado se se protegesse condignamente o edificado do séc. XVIII e se promovessem campanhas arqueológicas para descobrir os vestígios romanos que, por certo, lá jazem, incentivando o turismo em Braga”.

Acusam o vice-presidente da Câmara de Braga, Nuno Alpoim, de se ter recusado a recebê-los, não obstante solicitação nesse sentido e criticam violentamente o actual estado de coisas: “Cortar um espaço verde com vias betuminosas e alargar a área de construção não é pensar na qualidade de vida, mas na qualidade de um rentável espaço construtivo imobiliário”.

Recorde-se que, em entrevista que nos concedeu, recentemente, Nuno Alpoim, sublinhou que o complexo das Sete Fontes só existe hoje, porque foi preservado pela Câmara de Braga e que “nada do que lá está poderá vir a ser tocado”. Sobre o “Parque Urbano das Sete Fontes”, previsto para o local, disse que “visa não só preservar, mas dignificar e colocar à fruição popular todo aquele espaço. E é isso que vai ser feito e será feito!”.

Sobre as críticas que têm sido feitas ao executivo e que despoletaram uma marcha, em Março, em defesa das Sete Fontes, o vice-presidente da Câmara de Braga diz não estar de acordo com elas, observando que “o património é demasiadamente importante para servir de arma de arremesso político”, sugerindo que todas as polémicas que têm vindo a público em relação ao espaço decorem do facto de este ser um ano de Eleições Autárquicas.

Confrontado sobre a não existência de diálogo entre a Câmara e instituições que têm estado na linha da frente da contestação, como é o caso da JovemCoop, Nuno Alpoim é taxativo: “O diálogo é institucional. Nós estamos numa democracia estabilizada, não estamos numa democracia popular onde os poderes públicos dialogam individualmente com cada cidadão, dialogamos com as instituições e, sobretudo, com aquelas que procuram também esse diálogo. O diálogo faz-se a dois, pelo menos, não pode haver apenas um interlocutor. Nunca por parte da Câmara há encerramento de um diálogo quando o diálogo é sério, honesto, leal e pretende, efectivamente, a salvaguarda do património”.

O Público de hoje também aborda o assunto. O texto de Samuel Silva tem por título "Projecto para as Sete Fontes contestado em Braga".

Um destes dias vamos para o terreno, desenvolver reportagem no espaço das Sete Fontes. É o assunto do momento, em Braga, e que vai de encontro ao âmbito do nosso projecto: “Entre a construção e a preservação do património”.

domingo, 19 de abril de 2009

Câmara de Braga leva ao Igespar projecto global para as Sete Fontes

A notícia vem no "Diário do Minho" de ontem. Está reservada a assinantes. O lead reza assim:

A Câmara Municipal de Braga já tem concluído o estudo prévio do Plano de Pormenor para a área do complexo monumental das Sete Fontes.
O documento é apresentado quarta-feira ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), competindo à entidade com responsabilidades máximas na defesa e preservação do monumento nacional aceitar ou indicar eventuais alterações à proposta da autarquia bracarense.

domingo, 29 de março de 2009

Reportagem na Cividade - portas abertas não atraem visitantes

Não obstante ao facto de ser o Dia Internacional dos Centros Históricos, o período de uma hora foi o suficiente para perceber que, apesar de as entradas serem gratuitas neste dia, as Termas Romanas do Alto da Cividade, em Braga, não foram muito visitadas. A funionária de recepção diz ser “impossível” revelar os números de visitantes do dia.


Fica aqui um cheirinho de uma reportagem na Cividade, no Dia Internacional dos Centros Históricos. Uma vista à Termas que deu para obter fotos e vídeos das ruínas. Um dia bastante produtivo, diga-se. No entanto, foi-nos indicado o Sr. Armandino Cunha, do Gabinente de Argueologia da Câmara Municipal de Braga, para falar do monumento.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Câmara de Braga vai fazer das Sete Fontes um parque urbano

Público de hoje (Samuel Silva)

A Câmara de Braga está a finalizar um plano de pormenor para o complexo monumental das Sete Fontes, pretendendo recuperar o espaço e transformá-lo num parque urbano. O projecto estava em stand by há vários anos à espera que o projecto do novo hospital da cidade ficasse definido. O estudo está a ser desenvolvido por um dos arquitectos da autarquia - o mesmo que assinou o projecto para o parque urbano do Monte Picoto - e deverá ser apresentado dentro de um mês e meio.


Ponto da situação... próximas etapas

A "coisa" está a andar...

O dia de ontem, ou seja, a parte da tarde, foi muito produtivo: entrevistas marcadas com o presidente da Junta de Freguesia de S. Victor e com o vice-presidente da Câmara de Braga.

Já foram pedidos textos de opinião aos representantes dos partidos políticos mais representativos de Braga (concelho).

Um arquitecto está a dar uma ajuda no entendimento da legislação que tutela a área respeitante à construção/preservação do patirmónio.

Para já, não parece coisa pouca...